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sábado, 29 de agosto de 2015

O amanhã pode me curar de você...

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Daqui, sentada, eu te vejo. Tento desviar o olhar o máximo que posso, mas meus olhos ainda não estão totalmente sob o meu controle. Olhar para frente, onde um passado não muito distante se esconde dói de mais. Perceber que tudo que construímos se foi, o que levamos meses e meses lapidando não existe mais, tudo agora é vácuo. Como será possível tudo isso? 
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Talvez, agora, você esteja pensando o mesmo que eu, tentando não olhar em minha direção para não encontrar os meus olhos nos teus. Talvez, se um de nós cedermos tudo voltaria a ser como antes. O problema é que eu já cedi demais, deixei o meu eu se confundir com o teu. Apanhando aprendi que isso nunca mais. 

Mas o meu coração e a minha mente vão de encontro com o que eu sei que deve ser, pois eles querem voltar. Eles se entregariam de mãos beijadas para você, novamente. Mas, agora eu tenho mais controle sobre mim. Se lembra daquela vez que você prometeu estar comigo para sempre? Pois é, a cada vez que me lembro dessas palavras eu desabo.

Tudo era bom, na medida que você queria. E eu me contentava, mas quando abri meus olhos você simplesmente desistiu. O que aconteceu? O que aconteceu com todas as promessas, com todas as declarações, com todos os momentos? Eles se apagaram da sua mente? Porque da minha não. 

São tantas noites mal dormidas e tantos pesadelos que tenho, que desejaria agora não ter um coração. O que mais dói é ver que para você tanto faz, o meu coração se despedaça, mas eu junto todas as forças que tenho e demonstro o mesmo para você: que no meu mundo quebrado tudo está perfeito, nada aconteceu. Chorar? Apenas em casa, no meu recanto, no meu esconderijo, onde estou protegida das sacanagens do mundo.

E mesmo com tudo isso dentro de mim, eu terei que levantar, passar por você e seguir o meu rumo. Afinal, você é uma página passada ou não? E, é aí que o meu coração chora de dúvida e a única certeza que tenho é que o amanha virá, e talvez eu esteja consertada do seu estrago.


                      Por: Letícia Cardoso